Por Bryan Guimarães
Palco de inúmeras conquistas do futebol baiano. Foram 59 anos de festa, alegria, confraternização e muita história para contar. Essa era a Fonte Nova. Sim, era, pois mesmo que agora o estádio fique realmente novo, as lembranças já vividas vão ficar apenas na memória de milhares de baianos, e por que não brasileiros?
Palco de inúmeras conquistas do futebol baiano. Foram 59 anos de festa, alegria, confraternização e muita história para contar. Essa era a Fonte Nova. Sim, era, pois mesmo que agora o estádio fique realmente novo, as lembranças já vividas vão ficar apenas na memória de milhares de baianos, e por que não brasileiros?
Eu, por exemplo, sempre que podia estava presente. Descer a ladeira da Fonte, chegar pelo Dique, nada disso importava. O que valia a pena era entrar naquele santuário. Ao entrar naquela imensa ferradura o coração batia mais forte, o corpo arrepiava. Ficava parado por alguns segundos admirando aquele mar de gente gritando pelo seu time, as bandeiras agitadas e tremulando; era muita emoção. Nem o sol escaldante fazia as canções diminuírem, parece que quanto mais sol, mais as torcidas tinham fôlego.
Ao sinal do juiz começava mais um espetáculo. Junto a meu pai, era certo o amendoim, o suco de laranja. Eram 90 minutos de glória ou derrota, mas sempre no final uma frase era mais que certa para muitos e eu a entoava repetidamente, afirmando que domingo eu estaria ali de novo. Logo depois era a vez daquele velho churrasco de "gato" que não podia faltar.
Ao sinal do juiz começava mais um espetáculo. Junto a meu pai, era certo o amendoim, o suco de laranja. Eram 90 minutos de glória ou derrota, mas sempre no final uma frase era mais que certa para muitos e eu a entoava repetidamente, afirmando que domingo eu estaria ali de novo. Logo depois era a vez daquele velho churrasco de "gato" que não podia faltar.
Naquelas quatro linhas já foram disputadas finais de Campeonato Brasileiro, clássicos memoráveis e comemorações marcantes. Nada disso será esquecido, mesmo com a demolição ocorrida hoje (29).
Em toda sua belíssima história, como em toda batalha épica, a Fonte teve momentos de trágedia. O descaso do poder público com um dos maiores patrimônios do estado causou a morte de sete torcedores. Uma página triste, melancólica, mas que será sempre relembrada tanto quanto as glórias, para que o erro não se repita.
Muitos choraram, pois cresceram podendo apreciar o Octavio Mangabeira todos os domingos. Existiam jogos no meio da semana sim, mas havia alguma magia nas partidas dominicais. Ao ver as ruínas, a saudade apertou o coração de muita gente.
Um novo estádio será construído: a Arena Fonte Nova. A Copa vem aí e tudo tem que está nas perfeitas condições para a cidade sediar os jogos. Então, que venha a nova Fonte Nova, mas que a nova namorada de todos os baianos não sinta ciúme da ex, pois ela é inesquecível.

Nenhum comentário:
Postar um comentário