domingo, 12 de dezembro de 2010

Barrada propaganda pró-ateísmo

Debates polêmicos me agradam. Seja qual for o assunto, quando se tem uma ponta, ou o corpo inteiro de polêmica, meu interesse aumenta. Pois bem, a bola da vez é essa foto que coloco abaixo: 

Essa propaganda iria ser veiculada em ônibus de Salvador,  São Paulo e Porto Alegre. A empresa responsável pela veiculação barrou a tentativa. A desculpa? O Decreto 12.642/2000, que proíbe a colocação de qualquer meio ou exibição de anúncio que favoreça ou estimule ofensa ou discriminação racial, sexual, social ou religiosa.

Caros, onde está a discriminação racial, sexual, social ou religiosa nessa propaganda? Eu acredito em Deus, mas quem não acredita  fica censurado em expor sua opinião? Pelo que vejo não há ataques ou humilhações para quem acredita, muito pelo contrário, mostra que a religião não define um ser humano. 

Essa atitude de colocar a religião como o centro de todas as decisões e impor que sem ela você será marginalizado, excluído pela sociedade é, no mínimo, burrice. Por quê? É fanatismo, e todo fanatismo é burro.

A intolerância religiosa foi usada, mais uma vez, para tentar coibir quem não compartilha com os paradigmas religiosos. Dessa vez se prenderam em uma lei, a qual acho até justa, mas que não se justifica em ser aplicada exatamente nessa propaganda.

Estamos em um outro momento da vida. É preciso deixar de lado essa intolerância, onde uma religião se diz melhor que a outra, onde quem não acredita em Deus é visto com olhos tortos pela sociedade hipócrita. Vamos viver a diversidade, vamos aprender a respeitar dogmas divergentes.  Por que propagandas que enaltecem as igrejas/empresas são veiculadas normalmente? Será pelo interesse mercadológico?

Você crê no seu Deus, assim como eu? Ótimo! Não acredita? Ótimo também.  Para finalizar, uma frase para os fanáticos: "Posso não concordar com nenhuma das palavras que você diz, mas defenderei até a morte seu direito de dizê-la" (Voltaire)

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