terça-feira, 21 de setembro de 2010

Direitos Humanos para humanos direitos

Por Bryan Guimarães

Falar sobre direitos humanos é sempre uma discussão polêmica. A Declaração Universal dos Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas afirma: "Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade."

Pois bem, quem não age com esse "espírito de fraternidade" e, por exemplo, arrasta uma criança no asfalto, merece ser tratado como humano?

Nós nascemos para ser livres, correto? Normalmente, não sempre, mas habitualmente quem fica em jaula são os animais. Então, seria necessário tratarmos os "humanos" que ficam atrás da grades como tais?  Essa resposta encontra várias vertentes, opiniões. 

O que eu nunca vejo, seja na TV, jornal impresso ou rádio é um defensor do Direito Humano aparecer para amenizar a dor da família da vítima. O que eu, você e muitos outros que já conversei sobre o assunto acham, é que parece que esses direitos só servem para os que não são seguem a lei.

Quem mata, estupra, bate em velhinhos e crianças tem esse direito? Você considera esse ser um monstro ou humano? Sem contar que gastamos impostos todos os meses para colocarmos novos colchões nos presídios para substituir aqueles que foram queimados pelos próprios prisioneiros. Mas é lógico que eles queimam, porque sabem que depois terão outro. É o "Direitos Humanos", porque um assassino não pode ficar sem colchão, mesmo que ele tenha queimado.

Não estou aqui dizendo que devemos bater ou matar os que cometem delitos (sendo que em alguns casos concordo com essas atitudes), mas posso dar alguns exemplos de como eles poderiam pagar pelos seus erros ajudando, sim, o direito do humano correto. Lá vai: Por que as cadeiras escolares não são feitas pelos presos? Por que a manutenção da cadeia não é feita pelo próprio preso? Por que o governo gasta milhões com alguns trabalhos enquanto poderia não gastar nada (ou quase nada) usando os presidiários?

É preciso olhar e defender mais a vítima, pois, talvez, se quem realmente acredita nos direitos da humanidade cuidasse mais dos humanos direitos, essa concepção não cairia na banalização.

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